Fala Manoelito
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VEREADORES DO UNIÃO BRASIL NÃO COMPARECEM A ATO E EXPÕEM DIFICULDADES DE ARTICULAÇÃO DE VALDERICO JR. EM ILHÉUS

 A ausência dos três vereadores do União Brasil em Ilhéus chamou atenção durante o ato político realizado nesta sexta-feira (21), na Avenida Soares Lopes, com a presença de ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil.

Tandick Resende, Nal Araújo e Vinícius Alcântara não compareceram pessoalmente à mobilização realizada com a presença do candidato ao governo do próprio partido. O episódio coloca novamente em discussão a articulação política do prefeito Valderico Júnior dentro da legenda que comanda a administração municipal.

O evento reuniu lideranças de Ilhéus e de municípios da região. Ainda assim, a ausência simultânea dos três parlamentares municipais do União Brasil acabou se tornando um dos fatos políticos da agenda.

A situação não ocorre de forma isolada. Vereadores da própria legenda já demonstraram divergências ou distanciamento em relação à condução política da administração municipal, revelando dificuldades do prefeito em manter unidos todos os principais nomes do partido na Câmara.

JABES REALIZA MOBILIZAÇÃO NO BOCA DO MAR


Neste sábado (22), o ex-prefeito Jabes Ribeiro também realizou uma mobilização política, desta vez nas dependências do Boca do Mar.

O encontro reuniu apoiadores e lideranças e voltou a colocar em evidência a capacidade de articulação política do ex-prefeito, que permanece atuante no cenário eleitoral do município mesmo fora do mandato.

Os dois eventos acabam servindo como termômetro para os diferentes grupos políticos de Ilhéus. Mais do que comparar simplesmente o número de presentes, a movimentação de aliados, vereadores e lideranças ajuda a demonstrar o nível de organização de cada grupo neste início de campanha.

E esse é justamente um dos desafios colocados para Valderico Júnior.

Com três vereadores eleitos pelo União Brasil na Câmara Municipal, a ausência dos três em um ato estadual relevante da própria legenda chama atenção e evidencia que ocupar a Prefeitura não significa, necessariamente, possuir unidade política dentro do partido.

ELEIÇÃO TAMBÉM TESTARÁ A FORÇA POLÍTICA DO PREFEITO

A eleição de 2026 também funcionará como um teste da capacidade de articulação e transferência de votos do grupo comandado por Valderico Júnior para seus candidatos a deputado estadual e federal.

À frente de uma das principais prefeituras do Sul da Bahia, o prefeito dispõe de expressiva estrutura política e terá o desempenho de seus candidatos a deputado em Ilhéus observado como um dos indicadores de sua força eleitoral. (Pois Jabes apoiará o mesmo candidato a governo do estado)

Caso os candidatos a deputado apoiados pelo prefeito obtenham resultados abaixo das expectativas, o processo poderá provocar uma reavaliação sobre o tamanho político dele no município.

As urnas darão a resposta definitiva. Até lá, cada ato, ausência, adesão e movimentação continuará ajudando a desenhar o novo mapa político de Ilhéus.

Manoelito Puentes DRT 6455

Menino da rádio enfrentará primeira greve




Por unanimidade, a assembleia do Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos de Ilhéus (SINSEPI) decidiu pela paralisação das atividades por 24 horas, em razão do não cumprimento de cláusulas previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), no acordo coletivo, além de outras demandas apresentadas pela categoria.

A assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira (12) e convocada para discutir as medidas a serem adotadas diante da falta de cumprimento e da condução da gestão municipal em questões consideradas relevantes para o funcionalismo público.

De acordo com o sindicato, a entidade irá notificar formalmente o gestor municipal sobre a decisão. Caso a Prefeitura não se manifeste, no prazo de 72 horas, com o objetivo de solucionar as demandas apresentadas, será realizada uma paralisação de 24 horas.

Ainda segundo o SINSEPI, caso não haja avanço nas negociações, uma nova paralisação de 24 horas poderá ser realizada. Na sequência, se persistir a falta de acordo, a categoria poderá deflagrar uma greve por tempo indeterminado.

O presidente do SINSEPI, Joaques Silva, afirmou que a entidade tentou, por diferentes meios, buscar uma solução junto à gestão municipal, mas que o município estaria postergando a resolução dos pontos apresentados pelo sindicato.

Seguindo a proposta da direção sindical, os servidores votaram por unanimidade pela paralisação, entendendo que a medida é necessária para pressionar a gestão municipal pelo atendimento das reivindicações da categoria.





Créditos: Rádio Bahiana


Manoelitos Puentes

DRT 6455

Saúde de Ilhéus cada vez mais precária




 “A Central de Laboratório do Brasil, com unidade na cidade de Ilhéus, vem externar nossa gratidão em nome de toda a equipe, pelos 11 anos de parcerias, mutirões, projetos sociais e comunitários promovendo saúde para a população, com prestação de serviço humanizado e com a missão de cuidar da sua saúde.


Cada paciente e colaborador que passou por esse projeto, tem um lugar especial nesse história construída com muita dedicação, compromisso, cuidado e amor.


Devido a prestação de serviços ao SUS, tivemos muitas dificuldades nesses últimos anos com a manutenção dos serviços, impactados pelos pagamentos atrasados, atrasos de três meses e por vezes de períodos maiores, a exemplo do pagamento de dezembro de 2024/2025 que não recebemos até a presente data.


Foram inúmeras as tentativas de tratativas com a secretaria de saúde, pedidos ao financeiro, ofícios, esclarecimentos e solicitações de melhorias no fluxo dos processo de pagamentos, para que pudéssemos reestruturar a qualidade do serviço, ficando impactado durante um longo período, gerando atrasos salariais, atrasos em resultados com terceirização de serviços, impedindo de subsidiar a empresa com o mais básico e as despesas fixas, ficando insustentável, diante os recorrentes atrasos.


Os atrasos de repasse aos prestadores, muitas vezes causam impedimentos administrativos para receber o pagamento, a manutenção de impostos e encargos ficam inviabilizados por falta de recursos, além de acumular dívidas, tudo em virtude dos atrasos de pagamento ao longo desses anos.


Sentimos pela falta de resolutividade que impactou no encerramento dos atendimentos e na suspensão da prestação de serviços ao SUS, além de demissões de pessoas e a falta de assistência à população.


Reconhecemos o esforço da nossa equipe para manter os serviços em dia, trabalhando muitas vezes com ofensas e ameaças na internet, sendo responsabilizados e hostilizados por problemas de gestão de saúde.


Nos desculpamos e lamentamos profundamente o desfecho dessa forma, chegamos ao fim de um lindo projeto que foi o sonho, cuidado com a vida e com a saúde de muitas pessoas.


Desejemos que Deus abençoe infinitamente a vida de cada pessoa que por aqui tenha passado”.


Créditos: Fábio Roberto Noticias


Manoelito Puentes

DRT 6455

COTI: quando uma decisão administrativa pode atingir diretamente a saúde de Ilhéus

 



“A saúde da nossa população não pode retroceder!”


Foi com esse tom de indignação que o vereador Mesaque Soares se manifestou na Câmara de Vereadores de Ilhéus ao abordar uma decisão que vem despertando preocupação: o encerramento do contrato da Prefeitura de Ilhéus com a Clínica COTI para o atendimento de pacientes do SUS.


A manifestação do vereador coloca em evidência uma questão que ultrapassa os limites de uma simples relação contratual. Estamos falando de saúde pública, de pessoas e de vidas.


A COTI possui mais de 55 anos de história e, ao longo de décadas, construiu uma relação de atendimento com a população de Ilhéus. Para muitos cidadãos, a instituição representa muito mais do que uma clínica: é o lugar onde encontraram acolhimento, tratamento, acompanhamento médico e esperança.


É justamente por isso que a discussão precisa ser feita com responsabilidade, transparência e, sobretudo, com os olhos voltados para quem está na ponta: o paciente do SUS.


Uma pergunta precisa estar no centro desse debate: quem vai garantir que o cidadão que hoje depende desse atendimento não ficará desassistido?


Encerrar um contrato pode ser uma decisão administrativa. Mas seus efeitos podem chegar diretamente à vida de milhares de pessoas. Por isso, qualquer mudança precisa vir acompanhada de planejamento, garantia de continuidade dos serviços e informações claras à sociedade.


A indignação manifestada pelo vereador Mesaque é, nesse sentido, também um chamado à reflexão.


Não se trata simplesmente de defender uma instituição. Trata-se de defender o direito de cada ilheense de receber atendimento digno, humanizado e eficiente.


Porque, quando falamos em saúde, não estamos falando apenas de números, contratos ou processos administrativos.


Estamos falando de mães, pais, idosos, crianças, trabalhadores e famílias inteiras que dependem do SUS e que não podem ser tratados como estatísticas.


Ilhéus precisa avançar. Mas avançar não significa deixar pessoas para trás.


É legítimo que o poder público reveja contratos, reorganize serviços e busque eficiência. O que não pode acontecer é que, no processo de mudança, o cidadão seja quem pague a conta com a perda ou a dificuldade de acesso ao atendimento.


A população merece saber quais serão os próximos passos, como os pacientes serão atendidos e quais garantias serão oferecidas para que não haja descontinuidade na assistência.


Saúde é direito. Atendimento público é compromisso. E a vida das pessoas precisa estar sempre em primeiro lugar.


A fala indignada de Mesaque Soares abre uma discussão que precisa sair dos corredores da Câmara e chegar às ruas, às famílias e à sociedade civil.


Porque quando uma porta de atendimento é fechada, a população tem o direito de perguntar:


Qual porta será aberta? Quem estará esperando por nós do outro lado?


Ilhéus precisa de respostas.


E, acima de tudo, precisa de uma saúde pública que acolha, cuide e respeite o seu povo.


Manoelito Puentes

DRT 6455

Escolher um menino para cuidar de uma cidade pode parecer divertido no começo. Até a população descobrir que prefeitura não é palco, mandato não é brinquedo e governar exige muito mais do que aparecer




Após 55 anos de serviços prestados à saúde da população de Ilhéus, especialmente aos pacientes que dependem do atendimento público, a COTI — Clínica Ortopédica e Traumatológica de Ilhéus — teve suas atividades encerradas, em uma decisão que vem gerando questionamentos e preocupação entre pacientes e setores da sociedade.


A medida provoca dúvidas, principalmente diante da ausência, até o momento, de informações amplamente divulgadas sobre um planejamento para garantir a continuidade dos atendimentos que eram realizados pela clínica.


Entre os principais questionamentos está a situação dos pacientes que já tinham consultas, sessões de fisioterapia e outros procedimentos previamente agendados. Como essas pessoas serão atendidas? Os serviços serão transferidos para outras unidades? Haverá estrutura suficiente para absorver a demanda?


Também causa preocupação a forma como o encerramento teria ocorrido, sem que a população tivesse conhecimento prévio de um plano detalhado para evitar possíveis prejuízos aos usuários do serviço.


Diante desse cenário, surgem perguntas que precisam ser respondidas pelo poder público:


Qual foi o real motivo para o encerramento das atividades da COTI?


Qual é o planejamento para garantir a continuidade dos atendimentos?


Como ficarão os pacientes que já tinham consultas, fisioterapia e outros procedimentos marcados?


Haverá interrupção ou transferência desses serviços para outras unidades?


A estrutura disponível atualmente é suficiente para atender toda a demanda que era absorvida pela COTI?


O município pretende divulgar uma nota oficial esclarecendo a população?


O encerramento de uma instituição que, segundo relatos, possui mais de cinco décadas de atuação na área da saúde não pode deixar como consequência incertezas justamente para quem mais precisa do serviço.


Independentemente das razões administrativas ou políticas que tenham levado à decisão, é fundamental que o município apresente esclarecimentos e, principalmente, um plano concreto para assegurar que nenhum paciente fique sem atendimento.


A população de Ilhéus merece transparência, planejamento e respeito.


Em meio a tantas dúvidas, uma certeza precisa existir: a saúde pública não pode ser prejudicada por falta de planejamento.


Manoelito Puentes 

DRT 6455

O programa PAA, existia, funcionava e beneficiava centenas de famílias. Por que acabou?




Enquanto muitos municípios buscaram ampliar os investimentos na agricultura familiar, Ilhéus parece ter seguido o caminho contrário. 


Em 2024, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) beneficiou 202 agricultores familiares, atendeu 26 entidades socio assistenciais, distribuiu 276 toneladas de alimentos e movimentou mais de R$ 1,16 milhão na economia local.


No entanto, em *2025* e, até o momento, também em *2026*, não há registros públicos de que a atual gestão tenha aderido ou executado o programa. Isso representa uma oportunidade perdida para fortalecer o homem e a mulher do campo, gerar renda, incentivar a produção local e garantir alimentos de qualidade para famílias em situação de vulnerabilidade.


É preciso perguntar: por que um programa que funcionava, gerava resultados concretos e beneficiava quem produz e quem mais precisa deixou de ser prioridade?


Governar é fazer escolhas. E, ao que tudo indica, a atual gestão escolheu não dar continuidade a uma política pública que levava comida à mesa de quem precisava e garantia renda aos pequenos agricultores de Ilhéus. Essa ausência tem consequências, e quem paga a conta é a população, especialmente as comunidades rurais e as famílias mais vulneráveis.

Manoelito Puentes
DRT 6455

Crise Política e Desgaste da Gestão: os desafios do governo para manter sua base e recuperar a confianç




Nos últimos meses, o prefeito tem dado sinais claros de que está perdendo a sua base política. A cada dia, novos desgastes surgem e a pergunta que fica é: por quê? Falta de articulação? Falta de compromisso? Falta de consideração com aqueles que ajudaram a construir sua vitória?


Uma gestão eficiente depende de diálogo, respeito e da compreensão de que o Poder Legislativo é peça fundamental para a governabilidade. Quando essa relação se desgasta, as consequências vão muito além do ambiente político. Elas comprometem a administração e também enfraquecem o projeto eleitoral do grupo.


Há pouco mais de um ano, o prefeito ostentava uma aprovação superior a 80%. Hoje, o cenário é outro, marcado por um crescimento da rejeição e por uma perda contínua de apoio político.


O prefeito que antes contava com a maioria da Câmara de Vereadores, inclusive para fortalecer os projetos de seus candidatos a deputado estadual e federal, já não possui a mesma sustentação. Quando vereadores que integravam a base governista — inclusive quem exercia a liderança do governo — rompem com o Executivo, não rompem apenas uma relação institucional. Rompem também uma importante ponte de apoio político aos candidatos ligados ao governo.


Paralelamente a esse desgaste político, a própria gestão enfrenta um cenário de insatisfação. A população não enxerga novos projetos estruturantes, não vê iniciativas capazes de transformar a realidade do município e percebe um governo cada vez mais distante das comunidades. O contato com os bairros diminuiu, o diálogo com a população enfraqueceu e as demandas mais importantes continuam sem respostas.


Diante desse cenário, a pergunta é inevitável: será que o prefeito sabe fazer política? Tem habilidade para construir alianças e manter sua base? E, mais do que isso, será que compreendeu o que a população realmente espera de um gestor?


A impressão que fica é que a administração acredita que revitalizar praças, fazer intervenções estéticas e investir na aparência da cidade são suficientes para convencer a população de que a gestão está dando resultados. Mas uma cidade não se administra apenas com obras de embelezamento. A população espera avanços na saúde, na educação, na infraestrutura, na geração de oportunidades e em políticas públicas que melhorem, de fato, a vida das pessoas.


O que se observa é uma sequência de desgastes políticos e administrativos que fragiliza o governo, afasta aliados e coloca em dúvida sua capacidade de articulação e de entrega de resultados, comprometendo não apenas a gestão, mas também seus projetos eleitorais.


Manoelito Puentes

DR 6455

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